-2 300 anos – Sarcófagos de Saqqara
Mais de 100 sarcófagos intactos, com 2 300 anos, foram descobertos em 2020 na necrópole de Saqquara, situada a sudoeste do Cairo, no Egipto. O achado, considerado o maior descobrimento desse ano da arqueologia egipcía – as urnas estavam completamente seladas, não mostando sinais de terem sido abertas desde que foram enterradas –, encontrava-se em três poços funerários, a 12m de profundidade. Algumas das urnas, em muito bom estado de conservação, datam da era ptolomaica, época que decorre entre a morte de Alexandre Magno e a ascensão do Império Romano, em que ocorreu a expansão da civilização grega pela bacia do Mediterrâneo. Os cientistas crêem estar perante túmulos de sacerdotes e funcionários imperiais de alto nível da 26.ª Dinastia. A descoberta incluiu ainda estátuas de madeira e máscaras douradas e policromadas, entre as quais 40 ícones de antigas deidades e máscaras funerárias. Conhecida pela pirâmide de Djóser, também chamada de Pirâmide de Sacará ou Pirâmide de Degraus, a zona arqueológica de Saqqara alberga a mais importante necrópole de Memphis, capital do antigo Egipto. Foi declarada Património da Humanidade pela Unesconos anos 70 do século passado. Os achados foram distribuídos por vários museus egípcios.